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Gisela João

 

Uma das vozes arrebatadoras do panorama do fado, Gisela João é já uma figura central e uma das mais importantes intérpretes da música portuguesa da actualidade, tendo já sido laureada com inúmeros prémios, com destaque para os prémios Blitz, Time Out, Expresso e o Globo de Ouro para Melhor Intérprete Nacional.
A constante presença de Gisela em palcos nacionais e internacionais, bem como as suas actuações electrizantes, foram determinantes para Gisela consagrar-se entre os demais intérpretes e gigantes da música portuguesa, apresentando um Fado contemporâneo sem desvios nem artifícios, que parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar por fim, incrivelmente genuíno.
Miguel Esteves Cardoso disse: “Amália Rodrigues foi a grande fadista do século XX. (…) Sei e sinto, com a mesma força, que Gisela João é a grande fadista do século XXI.” E quem somos nós para o negar?


Mais que um ano de afirmação e consagração, 2016 foi o ano em que Gisela João vincou o seu lugar no pódio dos melhores músicos portugueses da actualidade.

Findas as extensas digressões de apresentação do seu álbum de estreia, Gisela foi, a pouco e pouco, apresentando novos temas, excertos do tão aguardado segundo álbum. E, logo após o tremendo sucesso que foi a sua apresentação ao vivo na WOMEX ’16, em Santiago de Compostela, “Nua” chega às lojas!

Um lançamento surpresa, que representa o culminar de largos anos de estrada e trabalho, trabalho esse sempre aclamado pelo público e imprensa.

“Nua” rapidamente subiu ao topo da tabela de vendas em Portugal e foi, novamente, aclamado como um dos discos do ano pelas mais distintas publicações e jornalistas, como na Blitz, Expresso, Público, Vice, e muitas mais.
Dele, já se conhecem dois temas: “Labirinto Ou Não Foi Nada” e “O Senhor Extraterrestre”, que nos convidam a escutar um “poderoso e sublime statement” que a deixa (e a nós) “o corpo em desassosego”. (Frota, Gonçalo; Público)

Foi, sem qualquer sombra de dúvida, um final de ano ímpar!

Para 2017, Gisela arranca o próximo ano de 2017 com uma apresentação ao vivo no EUROSONIC 2017, um dos mais icónicos e conceituados festivais de música da Europa, que se realiza em Groningen.
O que segue? O regresso de Gisela aos Coliseus, para a derradeira apresentação ao vivo de “Nua”. E, certamente, muito, muito mais virá.
Três anos depois do álbum de estreia, Gisela João editou em Novembro de 2016 o seu muito aguardado segundo disco. Chama-se “Nua” e são fados, tal como ela os sente e gosta de cantar.

Tal como o primeiro disco, foi gravado fora do ambiente normal dos estúdios, entre o Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, e a Cidadela de Cascais. Consigo estiveram Ricardo Parreira na Guitarra Portuguesa, Nelson Aleixo na Viola de Fado, Francisco Gaspar na Viola Baixo e Frederico Pereira na Produção e Direção Musical.

“Nua” homenageia algumas das suas grandes referências musicais – Amália Rodrigues, Beatriz da Conceição, Argentina Santos, Chavela Vargas e Cartola – e dá voz às palavras de alguns poetas da atualidade – como a rapper portuense Capicua ou a poetisa Ana Sofia Paiva – e surpreende-nos mostrando que, vinda de onde vier – e vem de muitos sítios – a música que passa pela voz de Gisela João é fado.

Para trás ficaram inúmeros concertos nas principais salas e festivais de Portugal e de todo o resto da Europa (incluindo a recente edição da WOMEX) e ainda nos Estados Unidos, Brasil ou Angola; os prémios atribuídos ao álbum “Gisela João” pela generalidade dos media portugueses (Expresso, BLITZ, Público, Time Out, GQ…) e ainda dois prémios de enorme prestígio (Amália Rodrigues e José Afonso); os galardões de ouro e platina que recebeu; o espectáculo conceptual “Caixinha de Música” (em que cantou Nick Cave, Violeta Parra, Amy Winehouse ou Leonard Cohen), participações em concertos  de músicos de variadíssimas áreas como Sérgio Godinho, Joss Stone, Linda Martini, Nicolas Jaar ou Snarky Puppy…

Highlights:

“(…) o disco de estreia de Gisela João é um dos mais importantes marcos da história do fado deste século. (…) Pode estar aqui um fado novo? Ai pode, pode.” Miguel Cadete, In Expresso

“Desde Amália – e as palavras estão a ser bem medidas – que nenhum fadista exibia a amplitude emocional que Gisela João dá provas de possuir neste seu impressionante disco de estreia.” João Miguel Tavares, In Time Out

“Claramente este é o melhor disco de estreia da geração mais recente dos que cantam fado e arrisco dizer que esta é a única grande fadista a aparecer nos últimos anos, em que tantos imitadores têm feito carreira.” Manuel Falcão, In Jornal de Negócios

“Amália Rodrigues foi a grande fadista do século XX. (…) Sei e sinto, com a mesma força, que Gisela João é a grande fadista do século XXI. (…) É essa a dimensão de que estamos a falar. (…) Aconteceu um milagre: ouça.” Miguel Esteves Cardoso, In Público

“Gisela João concilia o mais autêntico e genuíno espírito do fado com a contemporaneidade de uma música urbana que continua a reinventar-se” Pedro Dias de Almeida, In Visão

“Faz-me pensar nas voltas que o mundo dá. Aquela teoria de que a História se repete. Inconscientemente ou não, dou por mim a pensar nas grandes fadistas da geração dos anos sessenta e de como é que seria se ela tivesse nascido nessa altura e tivesse vivido esses tempos da canção de Lisboa. Por outro lado, dou comigo a olhar para os meus discos de vinil e dá-me uma vontade estranha de ir ouvir os primeiros registos das grandes cantoras internacionais. Como é que seriam algumas delas se cantassem o Fado? O primeiro disco da carreira de um artista é provavelmente um dos mais importantes. Ainda bem que este foi tratado com esse respeito, e com a coragem de tomar como referência este universo. Trazê-lo para o presente, a pensar no futuro, para que com isso se possa construir o início de uma grande carreira.” Camané, In Gisela João (2013)

“Habituei-me a considerar o Fado um território perigoso. Por um lado, é de Fado aquele que é, na minha opinião, o melhor disco alguma vez editado pela Valentim de Carvalho: o álbum “Com Que Voz” de Amália Rodrigues; por outro, é onde mais equívocos existem, porque o Fado é hoje o tipo de música que mais garantia de mercado oferece aos artistas portugueses, o que fez com que muitos sejam os que o abraçaram por razões meramente comerciais. Além disso, ou talvez por isso, é um facto que o Fado não conhece qualquer convolução criativa relevante desde os tempos em que se calaram a Amália, o Alain Oulman e o cúmplice e editor de ambos, o Rui Valentim de Carvalho e a verdade é que, colocado perante o cânone que nos legaram, não tive motivação, ou coragem, para me envolver na gravação de qualquer disco do género e tenho olhado com enorme desconfiança, quando não desgosto, para quase tudo o que foi editado desde então. No entanto, de há uns anos para cá, tenho vindo a alimentar a ideia que, mais cedo ou mais tarde, o Fado vai voltar a ser abanado por uma energia vital que o vai recuperar para uma geração que hoje o olha como música para vender a turistas, apenas e (quase) só um fenómeno comercial com que deixou de se identificar. Para mim esse momento chegou no Outono passado, quando surgiu a hipótese de vir a trabalhar com a Gisela João e com o produtor Frederico Pereira. Tenho que agradecer esta oportunidade ao Helder Moutinho, que acreditou muito cedo que a Gisela João não era apenas mais uma… Posso dizer que esperei 30 anos para editar este disco. E valeu a pena a espera.” Francisco Vasconcelos – Valentim de Carvalho Edições In Gisela João (2013)

MÚSICA

  • Vieste Do Fim Do Mundo

  • Meu Amigo está Longe

  • Mariquinhas

http://www.youtube.com/watch?v=KntKPfAq3j0