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Joana Amendoeira

 

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JOANA AMENDOEIRA é uma das vozes mais relevantes da já chamada “nova geração do Fado”. Fiel às suas bases mais tradicionais, o Fado na voz de Joana Amendoeira ganha uma nova vida e atitude.

Joana Amendoeira nasceu em 1982 em Santarém e, desde cedo, sentiu um forte apelo para cantar o Fado. Com apenas 13 anos, participou na “Grande Noite do Fado do Porto” onde ganhou o primeiro prémio de interpretação feminina juvenil. Desde então, passou a participar regularmente em espectáculos um pouco por todo o País.

É em 1998, ano em que se estreia num palco internacional (Budapeste), que Joana Amendoeira grava o seu primeiro disco – “Olhos Garotos” – e se torna a mais jovem fadista com discos gravados.

“Aquela Rua”, editado em 2000, é o seu segundo disco, mas será com o álbum “Joana Amendoeira” (em 2003) que a fadista alcança o reconhecimento da comunidade artística, da crítica e do público.

Neste ano, Joana parte em digressão por vários países como Holanda, Espanha, França e Áustria, sendo escolhida, também, para se apresentar ao vivo em diversas Feiras Internacionais de Música, como o Mercat de Musica Viva de Vic (Espanha) ou o Strickly Mundial (Canadá). Ainda em 2003, é convidada a participar no disco de tributo a Carlos do Carmo, “Novo Homem na Cidade”, a par com alguns dos maiores interpretes nacionais e internacionais: Camané, Sara Tavares, Mariza, Martinho da Vila, Tito Paris, entre outros.

O ano seguinte reserva-lhe a atribuição do Prémio Revelação da Casa da Imprensa e, depois de um grande concerto numa das mais emblemáticas salas de espectáculo do País, o Teatro Municipal São Luiz, Joana Amendoeira edita o seu primeiro álbum ao vivo.

Com produção musical de Custódio Castelo, o disco “À Flor da Pele” (2006) teve edição mundial pela label Le Chant du Monde/Harmonia Mundi. Seguiram digressões pela Europa, desde o Concertgebouw, em Amesterdão, ao Royal Opera House (Londres), o Teatrum Millenáris Park (Budapeste) ou o Queen Elizabeth Hall (Londres).

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Em Portugal, participa num dos mais marcantes concertos da sua carreira, com a Orquestra do Algarve, de onde nasce a ideia de juntar a sua voz e o quarteto de músicos que a acompanha a um ensemble. Em 2008, apresenta-se com esta formação na Festa do Fado (Castelo de São Jorge) e daqui surge o seu sexto álbum “Joana Amendoeira & Mar Ensemble”, gravado ao vivo, que é distinguido, no ano seguinte com o galardão de Melhor disco de Fado pela Fundação Amália Rodrigues.

“Sétimo Fado”, o seu sétimo disco, combina o fado tradicional com novas composições, arranjos para acordeão, piano, percussão e violoncelo. Apresentou-o com grande sucesso nos Coliseus de Lisboa e Porto, no Grande Auditório do CCB e em diversas salas pelo mundo.

Ao longo dos anos, Joana Amendoeira tem sido presença assídua em algumas das principais Casas de Fado em Lisboa. É aqui que partilha os ensinamentos dos fadistas mais antigos e grandes mestres músicos. Todos lhe reconhecem a voz especial, a postura, o talento. É neste contexto que, em 2012, grava “Amor mais perfeito – Tributo a José Fontes Rocha”, um disco integralmente dedicado ao seu mestre, um dos grandes compositores e instrumentistas da guitarra portuguesa.

Seguem-se dois anos de digressão, nacional e internacional, passando por Espanha, Itália, Bélgica, França, Suécia, Reino Unido, Hungria, Lituânia, Japão, Coreia do Sul, Brasil, Argentina, Índia, Brasil, entre tantos outros. Em 2013, participa, em Cabo Verde, no Kriol Jazz Festival, cantando ao lado de Nancy Vieira, juntando o fado e a morna – um concerto memorável que recriam, em 2015, no Théatre de la Ville em Paris.

O seu mais recente trabalho discográfico, “Muito depois”, data de 2016 e conta com convidados muito especiais, como Paulo de Carvalho, Pedro Jóia e Filipe Rapaso. Tiago Torres da Silva assina a direcção e produção deste álbum de originais, para além de grande parte das suas letras.

Joana Amendoeira tem orgulho em defender a essência mais tradicional do Fado, sem se desviar da sua própria expressão artística.