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Teté Alhinho

 

A Voz Quente de Cabo Verde

  Quando os Simentera arrabataram o mundo nos anos 90 uma voz sobressaiu, Teté Alhinho.“A voz aveludada, e a entrega emotiva de Teté Alhinho foi parte vital do som único da banda. “ escreveu  J. Poet, na Global Rhythm (USA). O seu canto e as suas composições são notavelmente marcantes. Ninguém que a tenha escutado ao vivo, jamais regressará à sua vida de forma rotineira.

“Nasci no Mindelo, uma terra pequena junto ao mar na ilha de São Vicente, rodeada do som do Mar. O Mindelo é a terra mais diversa, culturalmente falando, de Cabo Verde. Pela sua baía e porto povoados, chega sempre muita gente de outros países. A população tem a mente muito aberta, e uma sensibilidade musical única. Crescer ali, deu-me um sentido de ritmo e noção do mar únicos. O som do mar deu-me um sentido imenso de liberdade que tem expressão na minha música.” Teté Alhinho.

Teté canta sobre a melancolia sem a sombra da tristeza “É verdade que se escreve melhor sobre o amor num estado de melancolia  do que num estado de felicidade. Quando estamos felizes, estamos tão cheios de amor que não há mais espaço para mais nada. Quando estamos apaixonados, partilhamos este sentimento apenas com o nosso amor. Mas quando estamos tristes, temos a necessidade de partilhar com os outros, então você compõe para traduzir este sentimento. Aí existe também a esperança. A crença de que melhores dias virão.

É com esta simplicidade que Teté tem conquistado audiências um pouco por todo o mundo. Com uma voz de veludo que respira a sôdade Cabo-verdiana, traz na bagagem o perfume de Cuba, as tonalidades do México- países onde viveu durante muitos anos- ou o calor do Alentejo, terra do seu pai.

2015 é o ano do regresso aos palcos, já com novos temas também de sua autoria. Quem a ouve não esquece. Teté Alhinho tem o carisma e simplicidade dos maiores nomes da história da música. É simplesmente desarmante.

“A única voz que não tenho conseguido tirar da minha cabeça desde que ouviu o seu disco é o de Tete Alhinho de Cabo Verde. Negra, assombrosa e distinta”. Simon Broughton sobre “Voz” (Songlines Best Album of 2004).

“Mornas ao Piano” o novo espectáculo, celebra a simplicidade e magnificiência das composiçõs de Tete Alhinho, celebrando as raízes do reportório mais tradicional de Cabo Verde. Acompanham-na N´Du mestre da percussão e Ricardo de Deus, pianista brasileiro que se apaixonou e prendeu a Cabo Verde. Como todos nós.